"É que tem coisa que espanca, mas espanca doce."
Foi assim que me senti ao assistir anos atrás "Por Elise", espetáculo do Grupo Espanca, texto e direção de Grace Passô. Foi em um Festival Cena Contemporânea, como este que começa agora. (O eterno retorno de Nietzsche)
E me acertou em cheio um abacate de solidão, vida, doçura, compreensão. Assim como a maçã despencou em Newton e lhe fez perceber a gravidade. Existe a gravidade das palavras. A gravidade da proteção. A gravidade de se esquecer humano. De se esquecer animal. De se esquecer parte da natureza. Isso espanca gravemente e poderia ser mais doce, quando permitimos que seja.
Tudo nos toca, tudo nos afeta, por isso "cuidado com o que planta no mundo".
E eu estou feliz com o espancamento da música de Beethoven na disciplina Prática de Montagem. Bem como diz a faixa que existe na quadra 315 norte de Brasília: "Cuidado!!! Queda de Abacates!!", eu também digo: "Cuidado conosco!!!" Cuidado com o que vamos descobrir de nós mesmos e o que vamos revelar de vocês outros, latindo as palavras que são plantadas em nós. "Eu sou um cavalo novo com fogo nas patas correndo em direção ao mar"
Escolhemos hoje "Por Elise" para ser nosso guia de montagem. E eu também escolhi e faço isso "por mim".

Nenhum comentário:
Postar um comentário