Quebra cabeca

Quebra cabeca

sábado, 30 de agosto de 2014

O exercício de mesa

O exercício de mesa.

A mesa era o espaço feito de papel. Éramos os lápis, as tintas, as palavras, as formas. Cada olhar que se envolveu com a história se envolvia com outros olhares e assim foi.

[Dei uma pausa na escrita, recapitulando sensações]

Às vezes sinto medo. O que é o meu medo? É medo de preencher o silêncio. Preencher o vazio com mais vazio. Respeito o silêncio e o vazio que cabe, mas hoje percebi que meu vazio pode caber e sem medo. Pois de um traço que surge no espaço o outro pode compor, como na escrita das cenas que fizemos. Às vezes sinto meu lápis muito interno. Escrever pra fora é preciso, o outro pode continuar a escrita.

[Atenção, só pra lembrar]

Traços são bem-vindos, permita-se.

[Mais sensações]

O exercício do olhar.
Imagine uma multidão, todos passam até mesmo os olhos criam pés e correm desviando pois é estranho se esbarrarem, olhar com olhar parece triscar, há um toque profundo não é mesmo?! No meio estive, os pés caminhavam mas os olhos não. Os olhos desejavam toque e quando tocava em um todos os outros sumiam como se o tempo dos pés desse uma pausa.


O hoje foi envolvente. Abacates caíram? Sim! O que fazer? Comê-los.
 

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